Há anos tenho uma imensa vontade de fazer filmes. Não existe uma única cadeira, no entanto, que eu queira sentar. Diretora, roteirista, operadora de som, durante esses três últimos meses eu me permiti viver as mais diversas formas de fazer cinema e posso dizer com todas as letras que eu amei.
Com a escrita de livros é natural um pensamento aqui e ali de: será que eu sirvo para ser roteirista? Mas viver um set de filmagens vai muito além disso. E ouso dizer que para escrever um filme, você precisa, indubitavelmente, viver a magia do set.
Apesar de ser conhecida há mais de uma década como autora de romances policiais e pelo menos cinco anos como autora de horror, me permiti também experimentar outros gêneros. Participei de um set em que o tema era simplesmente um romance. Um beijo em uma balada.
Muito em breve conto mais sobre essa história, mas saber que eu tinha profundo interesse por este roteiro me fez entender que o cinema ocupava um lugar em meu coração muito maior que eu imaginava. O que me veio um ensinamento: para escrever horror, você precisa saber trabalhar muito bem outros gêneros, como no caso de Obsession, que já perdi o timing para falar sobre aqui! (Mas me dá um tempo, vai, eu estava fazendo um filme.)
Parei de editar meu livro, parei de escrever o atual, de atualizar minha newsletter, de planejar minha carreira, tudo para dar vazão a algo que estava tão latente que como um filho queria sair mesmo que fosse após um xixi sentada no vaso.
E me diverti muito!
Foi a experiência mais traumatizante, surreal, desesperadora e incrível da minha vida. Precisei montar uma equipe do zero e dentro desta equipe, atrizes cancelaram claramente por acharem o roteiro um tanto pesado demais, outras por falta de disponibilidade, parte da equipe cancelando de última hora, locação mudando repentinamente, e tudo sendo feito no amor.
A vontade de desistir estava ali, a todo momento, mas criei um grupo de amigos tão forte (estávamos todos em um curso que nos desafiou criar, em 3 meses, um curta metragem, CADA UM), que era impossível pensar que não entregaríamos nada no fim das contas.
Meu filme estreou na semana passada um corte teste e eu fiquei muito feliz com a recepção dele, foi um sonho realizado e o primeiro passo de muitos.
Hoje, três meses depois, me sinto transformada. Entendo que minha paixão pela literatura tenha aberto uma janela muito maior, e eu pretendo que minha casa sempre esteja pronta para receber o que quiser.
Mas e o livro, minha querida?
Calma lá! Calma lá! Eu tenho novidades.
Este ano lanço um livro novo, estou com a cara chegando até o fim desta semana, preciso voltar para o processo de edição dele, mas o que posso adiantar é que pela primeira vez vocês me verão em contato com um serial killer ficcional.
Depois de anos trabalhando com casos criminais, true crime e conteúdo, chegou a minha vez de transformar meu olhar jornalístico em uma trama cativante. É claro que não se a ajuda de muita gente.
Mas em breve trago mais notícias.
Tocando agora
Fim do talão. Até a próxima.





Que bonito acompanhar esse mergulho em uma nova linguagem! Eu adoro quando a arte abre portas que a gente nem sabia que queria atravessar.